publicações da equipe

relatórios

Em nome do clima: mapeamento crítico, Transição Energética e Financeirização da Natureza

PAIM, E.; FURTADO, F. P. (org.).

Clima S.A.: soluções baseadas na natureza e emissões líquidas zero

FURTADO, F. P.

Economia verde, povos das florestas e territórios: violações de direitos no estado do Acre

FAUSTINO, C.; FURTADO, F. P.

Livros e Coletâneas

Energia e Neocolonialismo

PAIM, E.; FURTADO, F. P. (org.).

Mineração, petróleo e bioeconomia

PAIM, E.; FURTADO, F. P. (org.).

Mercado de carbono e o negócio da compensação

PAIM, E.; FURTADO, F. P. (org.).

Mudanças climáticas e cidades

PAIM, E.; FURTADO, F. P. (org.).

Artigos

Em Nome do Clima: Capitalismo Extrativista e o Mercado de Compensação Florestal na Amazônia

FURTADO, F. P.; GIBSON, M. L.; BARROS JUNIOR, O. A.; TORRES, P. P.

Resumo:
O presente artigo tem por objetivo analisar as políticas e projetos de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+) no Brasil, em particular na Amazônia; os principais agentes envolvidos; e algumas implicações para o clima, as comunidades envolvidas e a nossa concepção sobre a problemática. Além da análise de documentos do governo brasileiro, de organizações empresariais, de certificadoras de projetos de REDD, o texto se baseia em trabalhos de campo realizados com comunidades afetadas por REDD e organizações de assessoria no Acre e no Pará. O trabalho é fundamentado nas categorias de modernização socioecológica, financeirização da natureza e ambientalização. Foram mapeados 111 projetos de REDD+ no Brasil e analisadas denúncias a respeito de 16 desses. Os resultados indicam que políticas baseadas na compensação florestal e no mercado de carbono não contribuem para reduzir o desmatamento, geram conflitos nos territórios e possibilitam uma intensificação do capitalismo extrativista na Amazônia.

Palavras-chave: REDD+; compensação de carbono florestal; Amazônia; mercado de carbono; clima

A construção da natureza e a natureza da construção: políticas de incentivo aos serviços ambientais no Acre e no Mato Grosso

FURTADO, F. P.

Resumo:
Concomitante ao processo de desregulamentação, flexibilização e a própria eliminação de direitos historicamente conquistados através de intensos processos de luta e o aprofundamento da lógica de desenvolvimento baseada no extrativismo econômico e político, desde o início dos anos 2000, vem ocorrendo uma movimentação em direção à criação de regimes mercantis de regulamentação ambiental associados a construção de novos tipos de “naturezas”, cada vez mais privatizantes. São leis e lógicas que junto com o avanço da economia do agronegócio e a desregulamentação e flexibilização de direitos, promovem uma intensificação da apropriação do que entendemos como natureza e consequentemente processos explícitos de violência, exploração, e expropriação de territórios. Trata-se especificamente da ideia da natureza como um serviço ambiental e os projetos relacionados, legitimados pelos acordos internacionais sobre o clima desenvolvidos desde os anos de 1992. A apropriação material e simbólica da natureza como uma solução à crise climática e a apropriação discursiva da crise política e econômica que vivemos a partir do golpe parlamentar de 2016, vem levando à criação de novas institucionalidades no Brasil baseadas na lógica mercantil. Em nome do combate à crise climática são criadas instituições e práticas subnacionais como o Sistema de Incentivos a Serviços Ambientais do Acre (SISA) e o Sistema Estadual de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+) do Mato Grosso. A partir destes dois casos, o presente artigo busca refletir sobre as implicações políticas, sociais, culturais e territoriais da criação de instrumentos de mercado no contexto dos discursos em torno da mudança do clima. Tem por hipótese que os problemas políticos são frequentemente construídos de modo a conter já os meios de sua solução.

Os serviços ambientais e a natureza climatizada no Brasil

FURTADO, F. P.

Resumo:
Este artículo pretende analizar la construcción, puesta en práctica y la legitimación de la lógica de servicios ambientales a través del Esquema de Incentivos a Servicios Ambientales (SISA) el estado de Acre, en la Amazonía brasileña y narrativas que justifican la importancia de las herramientas del mercado para resolver problemas ambientales. Analiza el concepto de servicios ambientales y la incorporación de valores indígenas en las políticas. También refleja sobre las implicaciones territoriales de proyectos privados de Reducción de Emisiones de la Deforestación y la Degradación de Bosques (REDD) a través de preguntas acerca de cómo los mecanismos del mercado están relacionados con ciertas suposiciones hechas y difundidas por el Estado sobre las comunidades, territorios y la relación con el medio ambiente. Ha planteado la hipótesis de que los efectos de la apropiación económica de la naturaleza es desigual, afectando más la población negra, indígena, agricultores/as y pueblos tradicionales.

Palavras-chave:

Cambio climático, mercado, REDD, servicios ambientales, SISA.
 

REPORTAGENS

“O crédito de carbono chegou dividindo a comunidade”

Fabrina Furtado e Marina Lobo
Le Monde Diplomatique Brasil, 12/12/2025

“Não queremos floresta de contrato, queremos floresta viva”

Fabrina Furtado e Marina Lobo
Le Monde Diplomatique Brasil, 24/09/2025

Declaração das mulheres contra o REDD e os mercados de carbono

MOVIMENTO MUNDIAL PELAS FLORESTAS TROPICAIS (WRM). 2025

VÍDEOS

A cooperação alemã e o mercado de carbono no Brasil em debate durante a COP30
Tropical Forest Forever: Climate Solution or Green Trap? | solução climática ou armadilha verde?
Documentário: NÃO ao REDD+ e aos mercados de carbono – comunidades em defesa dos seus territórios
Mapeamento Crítico: Em Nome do Clima | Rio de Janeiro

Mapeamento crítico: em nome do clima

Mercado de Carbono - Mapeamento Crítico: Em Nome do Clima - Animação
Mulheres em defesa do Território-Corpo-Terra-Águas | CPDA UFRRJ

podcasts

Episódio especial | Politizando o clima: o mecanismo REDD (2026)

Podcast: Guilhotina | Le Monde Diplomatique

Capitalismo verde e as falsas soluções para a crise climática (2025)

Podcast: Planeta A

OUTROS MATERIAIS

Infográfico Em Nome do Clima: Mudanças Climáticas, Mercado de Carbono e REDD+

Fundação Roxa Luxemburgo e CPDA, 2025.

Em nome do clima: resumo executivo

Fundação Roxa Luxemburgo e CPDA, 2025.

Outras Publicações

relatórios

15 anos de REDD: um esquema corrompido em sua essência

MOVIMENTO MUNDIAL PELAS FLORESTAS TROPICAIS (WRM).

Considerações sobre um projeto privado de REDD no interior do Estado do Acre – Brasil

Centro de Memória das Lutas e Movimentos Sociais da Amazônia.

Neocolonialismo na Amazônia: Projetos REDD em Portel, Brasil

MOVIMENTO MUNDIAL PELAS FLORESTAS TROPICAIS (WRM).

Artigos

Carbono e Neocolonialismo: O Mercado Voluntário e a Espoliação das Comunidades Tradicionais de Portel/Pa

Ramos, C. A. P., Miranda, I. C. R. F. De, & Torres, M. G.

Resumo:
Este artigo objetiva examinar os mecanismos de comercialização de créditos de carbono nos territórios tradicionalmente ocupados em Portel, município localizado na mesorregião do Marajó, Estado do Pará, identificando suas controvérsias e rupturas a partir da relação com as comunidades tradicionais locais. Como metodologia, utilizou-se técnicas indiretas de pesquisa a partir de levantamento documental junto ao Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), Defensoria Pública do Estado do Pará (DPA) e deinformações presentes na plataforma virtual da empresa Verra, maior certificadora de créditos de carbono no mundo. Os resultados mostram os projetos de carbono vem se estabelecendo em Portel há pelo menos 15 anos, abrangendo uma área de 714.085 hectares, incidindo sobre florestas localizadas em terras públicas não destinadas e localizadas em projetos estaduais de assentamento. A pesquisa mostra que os projetos de carbono de Portel são liderados por capital estrangeiro que somam 115 milhões de dólares em valores potenciais de venda dos créditos de carbono. Tais negociações se deram sem transparência e sem conhecimento das comunidades locais em característica da espoliação e da expropriação, explicada pela filósofa Nancy Fraser como o confisco das capacidadeshumanas e recursos naturais para realocá-los para os circuitos de expansão e acumulação do capital.

Palavras-chave: Mercado de Carbono; Comunidades Tradicionais; Marajó; Expropriação; Territórios Comunitários.

Notícias

Declaração das mulheres contra o REDD e os mercados de carbono

MOVIMENTO MUNDIAL PELAS FLORESTAS TROPICAIS (WRM). 2025.

MPF pede à Justiça Federal a anulação do contrato bilionário de créditos de carbono do governo do Pará

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. 03 jun, 2025.

MPF obtém suspensão imediata de projeto estadual de créditos de carbono no Amazonas

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. 25 nov, 2025.

VÍDEOS

Documentário: NÃO ao REDD+ e aos mercados de carbono – comunidades em defesa dos seus territórios

OUTROS MATERIAIS

Nota técnica sobre REDD e compensação de carbono florestal

DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO; MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL; DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO PARÁ. Novembro, 2025.

Nota Técnica nº. 02/2023: Limites e condições para a realização de projetos incidentes em terras públicas e territórios tradicionais, tomando por escopo os direitos territoriais a partir dos pressupostos de Direitos Humanos.

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ; MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. 07 jul. 2023.

Roteiro de atuação para membros do Ministério Público Federal sobre Mercado de Créditos de Carbono

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. Maio, 2025.

Kit de ferramentas para ativistas comunitários: O que as florestas têm a ver com a mudança climática, os mercados de carbono e o REDD+?

Movimento Mundial Pelas Florestas Tropicais (WRM), 2017